Por Luciano Castilhos, CEO da B2B Gestão
Imagine acordar com um terreno vazio na vizinhança e, antes do jantar do dia seguinte, encontrar um prédio de 10 andares totalmente pronto. Parece ficção científica, mas aconteceu na China e está mudando tudo o que sabemos sobre construção civil.
Muitos viram a notícia, mas poucos entenderam a engenharia por trás disso. Não estamos falando de “mágica”, mas de industrialização extrema.
O segredo não está no canteiro de obras, mas na fábrica. O Broad Group utilizou o sistema Living Building, onde cada módulo do prédio sai da linha de montagem como se fosse um “bloco de Lego” gigante, já com: Estrutura de aço inoxidável (Sistema B-Core). Instalações elétricas e hidráulicas embutidas. Acabamentos e pisos finalizados.
Por que isso é uma revolução (e não apenas um recorde)?
1. Logística de Precisão:
Os módulos têm as dimensões exatas de um container padrão. Eles cruzam o mundo por navio ou caminhão e são içados diretamente para a posição final.
2. Sustentabilidade Real:
O desperdício de material no canteiro é praticamente zero. Além disso, o uso de aço inoxidável aumenta a durabilidade da estrutura em até 10 vezes comparado ao concreto comum.
3. Eficiência Energética:
O isolamento térmico é feito em ambiente controlado, garantindo uma performance que o método tradicional raramente alcança.
Mas cuidado com a manchete! Preciso pontuar: as “28 horas” referem-se à montagem. O planejamento, a fabricação dos módulos e a fundação levaram meses. A velocidade no local é apenas o capítulo final de um processo de engenharia rigoroso.
O futuro da arquitetura não é mais “construir”, é “montar”. A obra virou uma linha de produção automotiva, e quem não entender essa transição para a construção modular vai ficar para trás.



